Após reforma similar à de Bolsonaro, aposentado chileno não ganha sequer um salário mínimo!

Aposentados protestam nas ruas do Chile. Foto: EFE
Aposentados protestam nas ruas do Chile. Foto: EFE

Mundo / O estado de miséria dos aposentados chilenos ajudou a levar centenas de milhares aos protestos de rua neste 2019.

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BlOG DO POVO / Os aposentados chilenos vivem em estado de miséria. A maioria ganha pouco mais da metade de um salário mínimo. Isto contribuiu e muito para impulsionar os protestos que levaram centenas de milhares às ruas do país neste 2019. A penúria de hoje é resultado de uma reforma da Previdência aplicada ainda na era do ditador sanguinário Augusto Pinochet. Modelo é o mesmo adotado agora no Brasil pelo presidente Bolsonaro e a equipe econômica comandada por Paulo Guedes. Com um agravante para os chilenos. Lá, eles acabaram com o regime de solidariedade e impuseram o sistema de capitalização, algo que foi barrado aqui. Continua, após o anúncio.

Relatos

Matéria de ontem da Folha de S.Paulo traz o relato de vários chilenos que vivem em situação ruim por conta da reforma da previdência imposta na era Pinochet. Maria Luz Navarrete Alarcón, por exemplo, "precisa continuar trabalhando durante a velhice para pagar as contas e manter uma vida digna na casa onde mora, em Santiago, com os três filhos e uma neta. Ela já tem 70 e trabalhou por 30 anos como contadora no Instituto de Previsión Social, órgão do Ministério do Trabalho chileno." A situação de Alarcón é a mesma da maioria dos aposentados no Chile. Continua, após o anúncio.

Viver 110 anos

Diz Alarcón:

"Temos que pagar comissões (para que as AFPs administrem o dinheiro) e calculam que vivemos 110 anos. Eu tive estabilidade e um bom cargo, mas minha pensão é 50% do que foi meu salário, e cai todo ano." 

As chamadas AFPs  são as Administradoras de Fundos de Pensão que gerenciam dinheiro dos contribuintes investindo no mercado financeiro. Só especuladores ganham, portanto.

Observe que, no Brasil, um dos pilares de Bolsonaro e Guedes é a tese de que o brasileiro viverá mais, tal como projetaram no Chile. Por isso, as regras aqui e lá é para o contribuinte demorar a se aposentar e, se conseguir, ter um benefício muito reduzido.

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