Bolsonaro confirmou 12,84% para o magistério, mas quer cortar até 25% nos salários dos professores!

Dinheiro | Pec Emergencial será votada em fevereiro e atinge funcionalismo da União, estados e municípios.

Foto: Agência Brasil.
Foto: Agência Brasil.

BLOG DO POVO | O presidente Bolsonaro e seu ministro da Educação Abraham Weintraub confirmaram dia 16 deste mês o reajuste de 12,84% no piso do magistério. A boa notícia animou a categoria em todo o País.

No entanto, esse mesmo governo lançou no final do ano passado a Pec 186/2019, chamada de "Pec Emergencial", que autoriza União, estados e municípios a reduzir em até 25% o salário e a jornada de todo o funcionalismo, incluindo os docentes. Medida extrema será aplicada em caso de alegação de crise pelos entes federativos.

Projeto já foi apresentado na CCJ do Senado e será votado em fevereiro, segundo site dessa própria Casa Legislativa. 

Clique e ouça o áudio do Senado Notícias. A matéria continua a seguir.

É uma poderosa arma para prefeitos e governadores chantagear o magistério, em particular quem ganha acima de três salários mínimos, faixa a ser adotada para a aplicação da medida. Continua, após o anúncio.

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Desculpa

A maioria dos prefeitos e governadores irá dizer que se cumprir os 12,84%, o Estado ou município entrará em crise e assim será obrigado a cortar os 25% que o governo Bolsonaro quer impor. Divulgarão na mídia que é melhor então não dar reajuste nenhum. E outros, piores, mesmo sem cumprir o reajuste, ainda vão querer reduzir o salário já existente.

Docentes e demais servidores precisam se mobilizar. Do contrário, não será fácil receber o reajuste do magistério, com o risco real inclusive até de perda salarial para todo o funcionalismo.

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