Classe média é burra e não entende o que Guedes quis dizer ao atacar de forma canalha as domésticas

Economia | A visão conceitual do ministro sobre o tema é muito mais ampliada.

A classe média pensa que é rica. Imagem criada com o aplicativo Canva.
A classe média pensa que é rica. Imagem criada com o aplicativo Canva.

BLOG DO POVO | A declaração canalha do ministro Paulo Guedes sobre a alta do dólar e as supostas viagens das domésticas à Disney na era PT chocaram a maior parte do País. Guedes expôs mais uma vez o seu ódio de classe contra os mais pobres e deixou claro que, para ele, lugar de doméstica é na cozinha e não em avião rumo a outros lugares do mundo. 

A classe média bolsonarista, que também odeia pobre e pensa que é rica, gozou com a fala do ministro. No entanto, essa classe média reacionária de direita — por ser muito burra — não entendeu direito o que Paulo Guedes quis dizer. Continua, após o anúncio.

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Visão sobre o termo "domésticas" usado pelo ministro é mais ampliado

É claro que Paulo Guedes considera impensável que uma empregada doméstica viaje sequer pelo Brasil, quanto mais para o exterior. Entretanto, o conceito sobre o termo "domésticas" usado pelo ministro é muito mais ampliado.

As domésticas a que o ministro se referiu não são apenas aquelas que estão nas cozinhas lutando para sobreviver. Estas, em sua ampla maioria, mesmo na época do Lula e Dilma, quando o dólar chegou a menos de R$ 2,00 e o salário mínimo tinha um crescimento real, ainda assim não cogitavam ir à Disney.

Quem se esbaldou de viajar para a Disney, EUA e outros países na era PT foi a classe média bolsonarista, aquela que bateu panela para tirar a Dilma, vibrou com a prisão do Lula e agora choraminga porque o dólar subiu. 

Para o ministro, essa classe média, composta de servidores públicos e pequenos e médios comerciantes, também não passa de doméstica e deve ficar em casa, em vez de reclamar de dólar alto e sonhar com viagens internacionais. 

Quem quiser viajar para o exterior, que se sacrifique e se prive de muitas outras coisas, uma vez que esse setor é rico só no pensamento. Foi este o recado que Paulo Guedes quis passar para a classe média burra que acredita nele e no Bolsonaro.

Marilena Chauí explica

Sobre essa classe média burra e bolsonarista, a pensadora Marilena Chauí deu a melhor explicação:

"A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética, porque é violenta, e é uma abominação cognitiva, porque é ignorante. Fim" 

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