Aprovada Moção que denuncia salários insuficientes para os educadores no Brasil!

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Imagem: aplicativo Canva.
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Educação | Documento foi aprovado durante 3ª Plenária Intercongressual da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE, realizada em Curitiba.

BlOG DO POVO / Na 3ª Plenária Intercongressual da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), ocorrida em Curitiba na primeira semana deste mês, diversos educadores de todo o País debateram diversos temas, dentre os quais a valorização dos profissionais do magistério no Brasil. Ao final, foi aprovado um documento que denuncia os baixos salários pagos no setor e faz uma defesa da profissão do educador brasileiro. Leia e divulgue, após o anúncio.

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MOÇÃO EM DEFESA DA PROFISSÃO DO EDUCADOR NO BRASIL 

Os delegados participantes da 3ª Plenária Intercongressual da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE, reunidos em Curitiba nos dias 06 e 07 de dezembro de 2019, se manifestam em defesa e pelo direito do exercício pleno da profissão de educador/a no Brasil, tão ameaçada nos tempos de hoje em nosso país. 

Falta de respeito dos alunos, salários insuficientes e carreiras pouco seguras formam o caldo a que estamos todos/as submetidos/as, professores/as e funcionários/as, nos dias que correm no país. Todos/as os/as trabalhadores/as em educação sofrem por terem que trabalhar em um ambiente precarizado e de violência que, durante os anos, vem se consolidando no país. E os ataques promovidos contra professores/as, como os do Movimento Escola Sem Partido, conhecidos no Brasil como defensores das Leis da Mordaça e que se proliferam em proposições legislativas em vários municípios e se tenta aprovar no Congresso Nacional, só pioram e empurram a nossa profissão para o abismo. 

Os ataques sucessivos à educação forjam um caldo cultural ameaçador ao próprio exercício da profissão dos/as professores/as pelo país afora. Incitar que estudantes gravem e filmem seus professores/as para denunciá-los/as contribui com esse ambiente: práticas de vigilância e perseguição contra esses tão importantes profissionais chegaram ao cúmulo de encontrar eco em palavras e posicionamentos explícitos de figuras recentemente eleitas para exercerem cargos públicos. 

A liberdade de ensinar garantida no texto de nossa Constituição Federal não basta e não parece ser suficiente para que essas figuras públicas e esses movimentos se contentem e parem com esse achincalhamento público com uma profissão que conta, ademais, com um dos maiores índices de adoecimento de trabalho em decorrência das condições precárias a que estamos submetidos na maior parte do país. Os/as trabalhadores/as em educação exigem respeito ao seu ofício e dele não abrirão mão. Defenderemos nosso trabalho e o direito de exercê-lo em paz e com dignidade. 

Pela liberdade ensinar e pela liberdade de aprender! Por uma escola plural que respeite as diferenças, não nos abaterão com o medo que nos querem impor! O nosso trabalho é formar cidadãos e cidadãs livres e, só por isso, a luta pela liberdade dentro da sala de aula já basta e é suficiente para nos mover! Exigimos exercer nossa profissão sem medo de sermos perseguidos! 

Brasília, 07 de dezembro de 2019

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