Neoliberal | Governo vê servidores como parasitas, que ganham muito sem quase trabalhar, diz diretor do Diap! Veja...

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil.
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil.

Planos do governo para o setor público são muito ruins para os servidores.

Categoria: ECONOMIA | Antônio Augusto de Queiroz é analista político, jornalista e diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Em artigo que publicou ontem no site congressoemfoco. ele faz importante análise sobre o projeto neoliberal de reestruturação do serviço público elaborado pelo governo Bolsonano. As linhas gerais que apresenta sobre tal reestruturação — conforme se vê ao final da matéria — não são nada promissoras para o funcionalismo público do país. Continua, após o anúncio.

Servidores "parasitas", serviço público "corrupto e ineficiente"

Diz o diretor do Diap:

"A visão do governo [Bolsonaro] sobre os servidores e o serviço público é a pior possível. Os primeiros são vistos pelo governo como "parasitas", que ganham muito e trabalham pouco, além de serem aliados e estarem a serviço da esquerda. O segundo é associado à ineficiência e à corrupção." Continua, após o anúncio.

"Na lógica do atual governo, ressuscitando teses caras ao neoliberalismo e à "Nova Gerência Pública", adotada por FHC em 1995, e que foram implementadas à larga pelos governos tucanos em todo o Brasil, adquirir bens e serviços no setor privado é mais eficiente e mais barato que produzir diretamente pelo Estado. Por isso, esse preconceito e investida sobre os serviços públicos." 

As linhas gerais que o governo Bolsonaro prepara para o serviço público, segundo a análise do diretor do Diap:

1) enxugamento máximo das estruturas e do gasto com servidores, com extinção de órgãos, entidades, carreiras e cargos;

2) redução do quadro de pessoal, evitando a contratação via cargo público efetivo;

3) redução de jornada com redução de salário;

4) instituição de um carreirão horizontal e transversal, com mobilidade plena dos servidores; Continua, após o anúncio.

5) adoção de critérios de avaliação para efeito de dispensa por insuficiência de desempenho;

6) ampliação da contratação temporária; e

7) autorização para a União criar fundações privadas, organizações sociais e serviço social autônomo — cujos empregados são contratados pela CLT — para, mediante delegação legislativa, contrato de gestão ou mesmo convênio, prestar serviço ao Estado, especialmente nas áreas de Seguridade (Saúde, Previdência e Assistência Social), Educação, Cultura e Desporto, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Turismo e Comunicação Social, entre outros.

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