PIS/PASEP | Homem forte do governo comemora fim do abono salarial para quem ganha até 2 mínimos! Veja...

Rogério Marinho, Secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Rogério Marinho, Secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Bolsonaro quer pauperizar ainda mais a classe trabalhadora.

Categoria: ECONOMIA | Homem forte do governo Bolsonaro, Rogério Marinho publicou artigo ontem (5) na Folha de S. Paulo onde comemora o corte do abono salarial do PIS/PASEP para quem ganha remuneração mensal média de até dois salários mínimos, cerca de R$ 2 mil reais. Marinho é Secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e braço direito do ministro Paulo Guedes. Continua, após o anúncio.

Mudança para pior no pagamento do abono salarial foi aprovada no primeiro turno da reforma da Previdência ocorrido em julho na Câmara dos Deputados. Com a reforma, terá direito ao benefício apenas os ganham remuneração de até R$ 1.364,43. Hoje (6) começa segunda fase da votação e tudo indica que essa alteração será mantida.

"Justificativas"

Para tentar justificar o corte do abono para milhões de trabalhadores, Rogério Marinho alega que agora o benefício está restrito aos mais pobres, o que, segundo ele, trará mais "justiça" ao país. Ele afirma: Ver, após o anúncio.

"A maior focalização do abono nos mais pobres implica, também, melhora do perfil distributivo do benefício. Estudos mostram que há grande representação dos beneficiários do abono na metade da população que ganha mais. A alteração do critério de renda proposto carrega consigo maior participação dos trabalhadores pertencentes aos estratos mais baixos da distribuição de renda. Portanto, a alteração melhorará o caráter distributivo do abono."

Ou seja, para esse serviçal do governo e dos grandes capitalistas, quem ganha dois salários mínimos é rico e não merece o benefício do abono salarial que vinha sendo pago há décadas a milhões de trabalhadores. Nas regalias verdadeiras dele mesmo e dos ricaços que representa ele não toca. É a nova política do governo Bolsonaro.

Mais recentes: