Verdinhas | Além de espionagem, Intercept mostra também fixação de Deltan pela mulher de seu alvo e dinheiro! Veja...

Imagem reprodução. Arte: Gazeta do Povão
Imagem reprodução. Arte: Gazeta do Povão

Deltan é um péssimo exemplo para o serviço público do País.

Categoria: MOROGATE | As novas mensagens divulgadas hoje (1) pela Folha e The Intercept mostram que Deltan Dallagnol — de forma criminosa — incentivou seus colegas procuradores da Lava Jato a investigar clandestinamente o ministro Dias Toffoli, atual presidente do STF. Diálogos, contudo, mostram também a fixação de Deltan por dinheiro — as verdinhas — e pela mulher de seu alvo. Entenda por que mais abaixo.

Por que a mulher foi também alvo?

Primeiro, vejamos o que diz o The Intercept: "Mensagens revelam que Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, buscou informações sobre as FINANÇAS PESSOAIS de TOFFOLI e SUA MULHER e evidências que os ligassem a empreiteiras envolvidas com a corrupção na Petrobras."

Diz mais o texto:

"As mensagens examinadas pela Folha e pelo Intercept sugerem que ele {Deltantambém recorreu à Receita Federal para levantar informações sobre o escritório de advocacia da MULHER do ministro, ROBERTA RANGEL." Continua, após o anúncio.

O bom juiz julga os outros por si

Por que mesmo essa preocupação toda de Deltan com a mulher de seu alvo, no caso aqui o ministro Dias Toffoli? Por uma razão simples: Deltan desconfia da honestidade da mulher alheia porque ele próprio já tentou envolver a dele para obter ganhos financeiros de forma ilícita e oportunista por conta do "sucesso" da Lava Jato. Veja, após o anúncio: 

No dia 14 de julho, o The Intercept e a Folha divulgaram diálogos onde Deltan fala em faturar com palestras e livros por conta do "sucesso" e da fama adquiridos com a força-tarefa. A lei não proíbe que Deltan e colegas deem palestras de forma eventual. Mas Dallagnol queria ir mais além na sua ganância por dinheiro e propôs transformar sua esposa e a de outro procurador em laranjas de uma empresa caça-níquel.

Veja trechos da matéria do The Intercept sobre isso:

"A IDEIA DE CRIAR uma empresa de eventos para aproveitar a repercussão da Lava Jato foi manifestada por Dallagnol nos chats em dezembro [2018] passado. "Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade", afirmou em conversa com a esposa. No mesmo mês, o procurador e seu colega na força-tarefa da Lava Jato Roberson Pozzobon criaram um chat específico para discutir o tema, com a participação das mulheres de ambos." Continua, após o anúncio.

"Antes de darmos passos para abrir empresa, teríamos que ter um plano de negócios e ter claras as expectativas em relação a cada um. Para ter plano de negócios, seria bom ver os últimos eventos e preço", afirmou Dallagnol no chat."

"Pozzobon respondeu: "Temos que ver se o evento que vale mais a pena é: i) Mais gente, mais barato ii) Menos gente, mais caro. E um formato não exclui o outro".

"Após a troca de várias mensagens sobre formatos do negócio, em 14 de fevereiro deste ano Dallagnol propôs que a empresa fosse aberta em nome das esposas, e que a organização dos eventos ficasse a cargo da firma Star Palestras e Eventos.

Segundo Dallagnol, a meta era fechar 2018 com lucro de R$ 400 mil. Continua, após o anúncio.

Isto sem falar nos R$ 2,5 bi que Deltan queria que a Petrobrás lhe repassasse para criação de uma suposta ONG em defesa do dos "interesses públicos". Esse órgão privado seria gerido por ele mesmo e, possivelmente, por sua mulher. 

Assim dá para entender por que Deltan Dallagnol tem fixação na mulher dos seus alvos. O bom juiz, como reza um velho e sábio dito popular, julga os outros por si. Se é desonesto, acha que todo mundo é também.

Mais recentes: