Mea culpa / Em duro artigo, Leitão mostra-se muito arrependida por ter ajudado a eleger Bolsonaro! Confira...

Política | Míriam Leitão, como uma jornalista bem informada que é, sabia que Jair Bolsonaro e seus comparsas não eram sérios. Portanto, esse seu arrependimento veio um pouco tarde demais.

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Blog do Povo / Míriam Leitão e sua Rede Globo — no meio jornalístico brasileiro — estão entre os principais responsáveis pela eleição de Jair Bolsonaro. Defensores ferrenhos da prisão de Lula, Leitão e sua emissora ajudaram a catapultar o capitão ao Palácio do Planalto. Sem o petista, tudo ficou mais fácil para o atual presidente. Contudo, menos de um ano de mandato de Bolsonaro foi suficiente para que a jornalista mostrasse muito arrependimento, tal como pode se depreender de duro artigo publicado hoje em sua coluna no Globo. Continua, após o anúncio.

Queiroz e as denúncias de ex-aliados

Em seu texto, Míriam Leitão fala dos crimes de Fabrício Queiroz e das relações deste com a família Bolsonaro. A jornalista cita também as denúncias de Joice Hasselmann relativas à existência dentro do Palácio do Planalto de um escritório de atividades ilegais de ataque aos supostos adversários do governo. E diz que "o deputado Delegado Waldir (PSL-GO) alerta sobre a gravidade de o presidente [Bolsonaro] oferecer vantagens para quem apoiasse o filho na liderança." 

Leitão questiona:

"O que é preciso para que as autoridades que combatem a corrupção no Brasil entendam o caso Queiroz? Ele foge de depoimentos, o MP se contenta com um documento escrito do suspeito, ele se esconde, é encontrado pela imprensa, e agora este jornal [O Globo] traz um áudio incontornável. Nele, o ex-assessor comprova com todas as letras sua continuidade delitiva. Oferece nomeações políticas e pede dinheiro para isso. '20 continho aí pra gente'". Continua, após o anúncio.

Comunicação criminosa

"Sobre as declarações de Joice Hasselmann, Leitão afirma: 'o que está sendo revelado é que uma parte da comunicação do presidente da República é clandestina e age de forma ilegal usando como arma a prática de crime da calúnia e difamação. Isso se faz dentro de um gabinete no mesmo andar onde o presidente despacha e os salários dos difamadores são pagos pelos contribuintes.'"

Gravíssimo

Por fim a jornalista conclui e diz que:

"Tudo isso que está sendo revelado pelos ex-amigos e pela imprensa é gravíssimo. O dinheiro dos funcionários do atual senador Flávio, que passava pela conta de Queiroz, não está sendo investigado por ordem do ministro Dias Toffoli, do STF, até que seja julgado o poder de compartilhamento que tinha o extinto Coaf. Mas o deputado Delegado Waldir alerta que "a rachadinha nunca parou", e Queiroz afirma no áudio: "salariozinho desse aí, cara, para a gente que é pai de família, cai como uma uva". Tudo isso cai sobre a democracia brasileira. Não como uva. Como ameaça."

Tarde demais

Todo o potencial destrutivo e de corrupção de Bolsonaro foi amplamente denunciado durante a campanha de 2018. Míriam Leitão, como uma jornalista bem informada que é, sabia que o capitão e sua trupe não eram sérios. Portanto, esse seu arrependimento veio um pouco tarde demais.

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