Medo | Após ameaças de bolsonaristas e ataques do capitão, Miriam tira férias e diz que País corre perigo!

Em tom de alarme, a jornalista Miriam Leitão faz um balanço das ações truculentas de Bolsonaro e de suas medidas de governo e diz que não há mais como se enganar.

Categoria: POLÍTICA | A jornalista Miriam Leitão publicou hoje (21) um longo artigo no Globo onde diz que o presidente Jair Bolsonaro representa um perigo para o Brasil. Leitão foi proibida recentemente de participar da 13ª Feira do Livro em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, pois bolsonaristas ameaçaram agredi-la fisicamente no evento. Na sequência, o capitão a atacou de forma virulenta nas redes sociais.

Em seu artigo, a jornalista afirma que junto às palavras sem noção do presidente "há perigo real contra pessoas e instituições." Talvez por isso e medo de mais ataques dos fascistas que ajudou a alimentar, ela anunciou no artigo que tirou férias. Leitão passou anos vomitando ódio contra Lula, Dilma e o PT. Isto deu forças a Bolsonaro e ao bolsonarismo que agora querem trucidá-la..

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"Pensar no perigo"

Miriam Leitão sugere em seu texto que "talvez devamos pensar mais na palavra perigo. Enquanto renova o estoque da 'última de Bolsonaro', a Presidência contrata o desastre em inúmeras áreas", diz a jornalista, em visível tom de pânico.

E continua: (Ver após anúncio).

"Os ataques ao meio ambiente são diários, a educação perdeu um semestre, o Brasil se aproximou na ONU de países párias nos direitos da mulher, o governo naturalizou a intolerância, suspendeu a fabricação de remédios essenciais, escalou a liberação de agrotóxicos, estimulou o preconceito, encurralou a cultura e esteve nas ruas com quem pediu fechamento do Congresso e do Supremo."

"Enquanto tudo isso acontecia, a economia continuou em crise, a queda da atividade se aprofundou, o desemprego permaneceu alto, a confiança caiu. Há relação entre uma coisa e outra. Até agora o que se tem é um governo sem rumo em todas as áreas, inclusive na economia." Continua, após anúncio.

"Perigos agudos"

Leitão diz mais:

"Há perigos agudos. O ministro Ricardo Salles visitou madeireiros, foi aplaudido por eles e os elogiou no mesmo local onde duas semanas antes madeireiros haviam queimado um caminhão tanque do Ibama. Foi em Espigão D'Oeste, Rondônia. O combustível abasteceria três helicópteros que seriam usados para fiscalizar a retirada ilegal de madeira na Terra Indígena Zoró. Não houve a operação. Criminosos queimaram patrimônio público, retiraram madeira de terra protegida, ameaçaram um órgão do governo, abortaram uma ação de fiscalização." 

"Não há mais como se enganar"

Por fim, Miriam Leitão diz que: "A lista dos perigos é tão extensa quanto a das tosquices. É importante ficar atento. O governo Bolsonaro tem um padrão. Ele vai encurralando e desmoralizando os órgãos públicos."

"Depois de 200 dias não há mais como se enganar. O governo não é apenas incompetente. Ele está criando perigos reais para o país."

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