Escorpião | Na parábola em que Bolsonaro se espelha, o vilão morre no final! Veja...

Arte: Gazeta do Povão
Arte: Gazeta do Povão

Bolsonaro é um sociopata. Não quer mudar sua natureza agressiva.

Categoria: Bozos | É muito conhecida a parábola do sapo e do escorpião. Nela, um escorpião pede a um sapo que o atravesse nas costas até a outra margem de um rio. O sapo disse que não poderia atender tal pedido, pois sabia que seria picado pelo escorpião no meio da travessia e morreria envenenado. Continua, após o anúncio.

O escorpião argumentou que jamais poderia fazer isso, pois morreria também. O sapo confiou na lógica do escorpião e o pôs nas costas para iniciar o trajeto. No meio do rio, o sapo sentiu uma picada fina e a sensação imediata de que morreria em poucos segundos...

Interrompemos por uns instantes essa história para falar dos mais recentes arroubos verbais de Jair Bolsonaro e das ameaças que faz a todos e todas que considera como seus inimigos: índios, gays, negros, LulaGlenn Greenwald e progressistas de toda ordem, como Felipe Santa Cruz, atual presidente da OAB

O capitão passou dos limites e chegou ao absurdo de tripudiar até em cima da morte de Fernando Santa Cruz, pai do Felipe. E ultrapassou o limite dos limites ao insinuar que sabe quem de fato teria matado o ex-militante de esquerda na época da ditadura militar, pondo em risco e dúvida os seus aliados das Forças Armadas. Continua, após o anúncio.

Como se excedeu além da conta, pegou uma "comida de rabo" de alguns militares e uma avalanche de críticas até de aliados seus, como o tucano João Doria, governador de São Paulo. Pelo menos foi o que setores da mídia noticiaram. Bolsonaro — como também divulgou parte da imprensa — teria se "tocado" e ensaiado até um pedido de desculpas a Felipe Santa Cruz...

Voltamos ao sapo e ao escorpião. No meio do rio, após a picada e a sensação de que iria morrer, o sapo ainda teve forças para perguntar ao escorpião por que ele tinha feito aquilo se sabia que também iria morrer. O escorpião foi direto: "Não posso negar minha natureza." Continua, após o anúncio.

De volta a Bolsonaro. Mesmo após um ligeiro "recuou", o capitão disse hoje em entrevista a O Globo que não mudará sua rotina agressiva:

"— Sou assim mesmo. Não tem estratégia. Se eu estivesse preocupado com 2022 não dava essas declarações."

Pois é. A natureza do capitão também não permite que abandone seus princípios anti civilização, ainda que às vezes prometa o contrário. Isto pode ser um erro fatal até para as eleições de 2022, que ele disse sem nenhuma convicção desprezar. Um impeachment pode vir antes. 

Bolsonaro — se não conhece — precisa conhecer essa parábola do sapo e do escorpião. Ele tem enorme vocação para ter fim análogo ao do segundo. Uma questão de natureza.

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