Mello Franco | Articulista de O Globo desmonta falsos argumentos e arrogância de Sérgio Moro! Veja...

Sérgio Moro, um ex-juiz sem argumentos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil. Arte: Gazeta do Povão..
Sérgio Moro, um ex-juiz sem argumentos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil. Arte: Gazeta do Povão..

Para Bernardo Mello Franco, Moro está perdido e não consegue convencer sobre as mensagens divulgadas pelo The Intercept que o expõem cometendo ilícitos. 

Categoria: MOROGATE | Em sua coluna de hoje (17) no O Globo, o articulista Bernardo Mello Franco desmonta os falsos argumento e a arrogância de Sérgio Moro. Franco mostra que o ex-juiz está perdido e não consegue convencer sobre as mensagens divulgadas pelo The Intercept que expõem ele e membros da Lava Jato praticando ilícitos.

Para o articulista, Moro peca ao continuar com a sua tática furada de atacar a mídia e o jornalista Glenn Greenwald. "Sergio Moro saiu de férias, mas não saiu de cena. Diante de um novo lote de vazamentos, o ministro imitou o chefe [Bolsonaro] e foi ao Twitter. Mais uma vez, ignorou a mensagem e atacou o mensageiro", afirmou. Continua, após o anúncio.

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Impropriedades

Franco mostra abaixo impropriedades de Moro quando o ex-juiz disse, no Twitter: "Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a Lava-Jato e a favor da corrupção está beirando o ridículo."

"O ex-juiz cometeu duas impropriedades na mesma frase. Na primeira, indicou que a sua fé na liberdade de imprensa não é tão desinteressada assim. Quando a notícia não o favorece, o jornalismo deixa de merecer sua defesa." Continua, após o anúncio.

"Na segunda impropriedade, Moro tentou desqualificar as reportagens como uma "campanha contra a Lava-Jato e a favor da corrupção". É um argumento duplamente falso. A operação não se limita à figura do juiz, e apontar excessos em investigações não significa defender a impunidade dos investigados."

Contradições

O articulista aponta também contradições de Sérgio Moro:

"Desde que os diálogos começaram a vir à tona, o ministro já adotou ao menos três estratégias diferentes. Inicialmente, disse que o único "fato grave" seria a invasão dos celulares de procuradores. O discurso só convence quem não quer ler o conteúdo dos chats." Continua, após o anúncio.

"Em seguida, Moro passou a sugerir que as mensagens seriam falsas ou adulteradas. A conversa caiu por terra quando ele se desculpou por ter chamado os os militantes do MBL de "tontos", em bate-papo com o procurador Deltan Dallagnol.

"Agora o ex-juiz tenta vender uma tese conspiratória. A se acreditar no tuíte de ontem, imprensa e oposição teriam se associado num complô contra a Lava-Jato. É um discurso enganoso, semelhante ao de políticos que ele condenou."

Pedestal

Franco concluiu o seu artigo dizendo: "Moro parece ter se convencido de que está acima dos mortais. Do alto de seu pedestal, ele não teria que se submeter a cobranças e questionamentos como qualquer agente público. Quem ousar criticá-lo deve ser queimado na fogueira dos hereges." Foi uma boa sabugada no ex-juiz.

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