Verba | Governo vai destinar R$ 1 milhão para cada escola militar! Professores são excluídos! Veja...

Presidente Bolsonaro e o vice, general Mourão. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Presidente Bolsonaro e o vice, general Mourão. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Categoria: Educação | O governo Bolsonaro vai destinar R$ 1 milhão para cada unidade escolar cívico-militar que se instalar no país. Professores dos estados e municípios lotados nesses estabelecimento não terão, contudo, direito à verba. Dinheiro será exclusivo para pagar militares egressos das Forças Armadas, que atuarão como tutores e administradores. Outra parte dos recursos será para melhoria dos prédios e compra de material escolar. Informações estão em postagem do site Dever de Classe, especialista em matérias sobre Educação. Continua, após o anúncio.

Anúncio de exclusão desagrada docentes

Muitos professores apoiam a ideia de escolas militares, pois creem que, com isso, há uma melhoria na questão da disciplina dos alunos e diminuição ou mesmo extinção da violência escolar. Mestres, no entanto, não gostaram do anúncio de que serão excluídos das verbas federais destinadas às mesmas.

Pelo Facebook, a professora pernambucana Catarina Silva questionou a medida e expressou um pensamento geral: Por que não pegar uma parte dessa verba para também valorizar os salários de professores e funcionários de escolas? Será que apenas os tutores e administradores militares é que irão trabalhar? Não concordo com isso. Continua, após o anúncio.

Desperdício e ditadura

Matéria do Dever de Classe aborda também os aspectos de desperdício e de ditadura que estariam por trás do projeto das escolas cívico-militares. O texto cita editorial da Folha de S.Paulo, que diz: "A proposta direciona uma quantidade expressiva de recursos do combalido Orçamento para um conjunto diminuto de instituições. Ao longo dos próximos anos, o programa federal apoiará apenas 0,0012% das quase 182 mil escolas da educação básica."

Quanto ao aspecto de ditadura, a matéria expõe fala da pedagoga carioca Letícia Silva. Leia, após o anúncio.

Militares são treinados para obedecer, sem discussão, seus superiores. Ao transpor isso para uma escola formal da educação básica, se estará podando a criatividade e o senso crítico dos alunos. Os próprios professores serão também grandes vítimas disso, pois terão que se adequar ao que os tutores e administradores militares quiserem. Isto é péssimo para a formação das pessoas. Pergunte se um pai de classe média quer isso para seu filho! E ainda tem o fato de os docentes e funcionários dessas escolas não estarem incluídos no orçamento federal previsto para as mesmas. É ditadura.

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