Terror | Professor apanha de coronel e tem arma apontada para a cabeça em escola militar! Confira...

Educação | Chocante depoimento do professor põe por terra o discurso de que escolas militares são alternativas para resolver o problema da violência e indisciplina nos estabelecimentos de ensino do país.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil .O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do GSI, Augusto Heleno, durante o Lançamento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares - PECIM

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BLOG DO POVO | O projeto de escolas Cívico-Militares que o presidente Jair Bolsonaro quer implantar em todo o país pode ser um seríssimo problema a mais para os estudantes e profissionais do magistério. Pelo menos é o que aponta uma reportagem da Revista Carta Capital publicada hoje (13) no site desse importante órgão de imprensa. Texto mostra chocante depoimento de um professor de português que disse ter levado um tapa no rosto de um coronel e depois, após ser deslocado para uma sala isolada, sofreu tortura física e psicológica e teve ainda uma arma apontada para sua cabeça. Matéria é assinada por Ana Luíza BasílioRepórter do site CartaEducação. Continua, após o anúncio.

"Professor de merda"

Diz a matéria da Carta Capital:

"Entre os abusos cometidos na unidade [militar do Estado do Amazonas], consta a denúncia de Anderson Pimentel Rodrigues, professor de Português, agredido no colégio pelo tenente-coronel Augusto Cezar Paulo de Andrade, diretor do CMPM 1. Segundo Rodrigues, o militar deu-lhe um tapa no rosto quando se negou a assinar um livro de ocorrências que o acusava de três infrações. Não só. Em um vídeo postado nas redes sociais, é possível ver o momento em que o docente é encurralado por três militares no pátio e levado para o interior de uma sala."

"Lá, eu sofri tortura física e psicológica. Fui empurrado, tive arma apontada para a minha cabeça e fui chamado de 'professor de merda'", relatou a CartaCapital. Rodrigues registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal. O laudo do exame de corpo de delito produzido pelo Instituto Médico Legal comprovou "lesões compatíveis com as produzidas por instrumento ou meio contundente". O professor tirou uma licença médica por 30 dias, a contar do episódio ocorrido em 27 de agosto. "Emagreci 10 quilos, desenvolvi síndrome do pânico, sofro de insônia. Estamos mexendo com o alto escalão da polícia, é impossível não ter medo."

Parece até notícia de filme de terror. Mas só que não é, por isso a gravidade da coisa.

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