Inacreditável | Dep bolsonarista quer que docentes façam teste trimestral de drogas! Veja...

Educação | A proposta é ilegal, imoral e absurda. Mas pode se estender aos educadores das redes pública e privada de todo o país 

COMPARTILHE!

Proposta simplesmente absurda. Foto: aplicativo canva.
Proposta simplesmente absurda. Foto: aplicativo canva.

Era só o que faltava. deputado bolsonarista Alexandre Knoploch quer que professores das redes pública e privada façam teste toxicológico a cada três meses para saber se usam drogas ilícitas como maconha, cocaína e outras. O projeto inicialmente foi protocolado no âmbito do Rio de Janeiro, onde esse parlamentar atua como deputado estadual pelo PSL. Medida, contudo, caso seja aprovada pode ser apresentada em todo o país, ou pelo menos  nos estados e municípios que tenham parlamentares do partido de Bolsonaro, haja vista que o capitão e seus seguidores têm um projeto nacional de dominação do país.

Texto

Segundo matéria de hoje (1) do site Extra, "o texto [do projeto] prevê que docentes da rede pública e privada deverão passar por exame toxicológico 'específico para substâncias psicoativas ilícitas que causem dependência ou, comprovadamente, comprometam a capacidade intelectual e de raciocínio'". 

Exposição dos educadores

O Extra diz também que: "O projeto de lei ainda define que a Secretaria de Estado de Educação deverá concentrar o resultado dos exames, os tornando públicos para consulta em seu sítio eletrônico oficial. Além disso, 'os docentes cujo os exames apontarem o uso de entorpecentes e substâncias psicoativas ficarão impedidos de lecionar até a realização de próximo exame que ateste a ausência destas mesmas substâncias'".

Desconto de salários

O mesmo site continua: "Os professores afastados na rede pública teriam os salários descontados. "O docente da rede pública de ensino que possuir quatro exames toxicológicos que apontem o uso de substâncias psicoativas ilícitas será exonerado', prevê o projeto de lei.'" Continua, após o anúncio.

Inconstitucional

Para o deputado Flávio Serafini — do PSOL —  a norma é inconstitucional e "não tem qualquer sentido", a não ser o de "criar polêmica para promover seu autor", segundo também consta na matéria do Extra.

Proteger e estender para outras categorias

Para tentar justificar, o parlamentar Alexandre Knoploch argumentou:

"— Só quero proteger os alunos e as crianças de possíveis usuários que estejam passando mau exemplo e disseminando o uso de entorpecentes. Mas meus colegas podem criar emendas para incluir outras categorias — afirmou o deputado."

Simplesmente inacreditável.

Mais recentes sobre Educação:

Mais recentes do site: