Quatro cenas de terror da ditadura que Bolsonaro quer festejar! Veja...

Criminosa, ditadura jamais deveria ser festejada

Categoria: Ditadura | A ditadura militar no Brasil (1964-1985) patrocinou inúmeras cenas de terror em nosso país. Nem crianças ou idosos foram poupados. É isto que Jair Bolsonaro quer comemorar dia 31 de março, embora tenha sido proibido de fazê-lo pela justiça.

Abaixo, após o anúncio, sobreviventes relatam torturas terríveis que sofreram

Veja:

1. "Puseram um jacaré sobre o meu corpo nu", diz a pesquisadora Dulce Pandolfi, da Fundação Getúlio Vargas. "Durante os mais de três meses que fiquei no DOI CODI, fui submetida a diversos tipos de tortura. Umas mais simples, como socos e pontapés. Outras mais grotescas como ter um jacaré andando sobre o meu corpo nu." (Grifo nosso). "Recebi também muito choque elétrico e fiquei muito tempo pendurada no chamado pau de arara. Um dos requintes era nos pendurar no pau de arara, jogar água gelada e ficar dando choque elétrico nas diversas partes do corpo molhado. Parecia que o contato da água com o ferro potencializava a descarga elétrica."

2. "E eu ali, sozinha, nua. Só eu e a cobra", diz Miriam Leitão, jornalista da Globo. "Eles [torturadores] saíram e o homem de cabelo preto, que alguém chamou de Dr. Pablo, voltou trazendo uma cobra grande, assustadora, que ele botou no chão da sala [onde eu estava presa], e antes que eu a visse direito apagaram a luz, saíram e me deixaram ali, sozinha com a cobra. Eu não conseguia ver nada, estava tudo escuro, mas sabia que a cobra estava lá. A única coisa que lembrei naquele momento de pavor é que cobra é atraída pelo movimento. Então, fiquei estática, silenciosa, mal respirando, tremendo." 

3. "Após introduzirem fio elétrico desencapado, uretra ardeu em chamas". Uma das torturas sofridas por Frei Fernando de Brito. "— Como é que Marighella [líder revolucionário] entra em contato com você? — indagou o delegado Fleury, um dos maiores torturadores da época. Fernando não respondeu. Fios desencapados foram ligados em seu corpo e a corrente elétrica inoculada nos músculos, qual serpente mortífera desenrolando-se nas entranhas. As pontas dos fios prendiam-se às extremidades das mãos e dos pés. O corpo do prisioneiro estremecia em espasmos e dores. Multiplicavam-se as perguntas e, ante as negativas, as sentinelas do arbítrio aumentavam o ritmo da tortura. Despejavam água no corpo da vítima, a fim de torná-lo mais sensível à intensidade das descargas elétricas.Continua, após o anúncio.

4. "Me deram um soco e o dente deslocou-se e apodreceu", declarou a presidenta Dilma Rousseff (PT), uma das ,mais torturadas pelos criminosos da ditadura. "Se o interrogatório é de longa duração, com interrogador experiente, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes usava palmatória. O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente pelo resto da vida."

Com informações de: Comissão Nacional da Verdade