Derrota | Doutor em Economia diz que acordo festejado por Bolsonaro vai matar a indústria nacional! Veja...

Bolsonaro leva Brasil à bancarrota e submissão

Categoria: Economia | Ao se submeter à União Europeia, o governo Bolsonaro quer levar o Brasil à bancarrota, pois matará a indústria nacional. Esta é a opinião de Nilson Araújo de Souzadoutor em economia pela Universidade Autônoma do México (Unam), pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).

Souza é critico do acordo entre os países do Mercosul (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina) com a União Europeia. Para ele, se submeter à UE é a morte da indústria nacional. "Não há razão para comemoração a não ser por parte da União Europeia, porque, para ela, o acordo é um grande feito". Por esse entendimento do professor doutor, Bolsonaro comemora a vitória dos europeus. Nilson  é também membro da Comissão Política e do Comitê Central do PCdoB.

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Desindustrialização

"Este é um grande acordo para a União Europeia, e, particularmente, para quem hegemoniza a União Europeia, que é a Alemanha. Não é um bom acordo para os países do Mercosul. A prevalecer essas condições, a tendência é completar-se a desindustrialização regional", alertou o economista.

"Eles sempre quiseram impor que os países da América Latina cedessem na abertura para os seus produtos industrializados e não cediam nada nas reivindicações feitas pelos países do Mercosul", apontou o professor. Continua, após o anúncio.

Abertura indiscriminada

Para o especialista, "o que a Europa quer com esse acordo é que se isente de impostos de importação e se faça uma franca abertura para produtos industriais, particularmente para produtos da indústria de ponta, para os serviços, principalmente serviços de tecnologia mais avançada, para as compras governamentais, para propriedade industrial e investimentos", explicou.

"Eles querem também que seus investimentos na região não tenham nenhum controle por parte dos governos da região", alertou Nilson. "É um tipo de acordo", prosseguiu o professor, "que os EUA já fizeram com o Canadá e com o México, em que as empresas americanas que se instalam nesses países não se subordinam à legislação local. Estão querendo algo semelhante. E, ao mesmo tempo, eles não abrem praticamente nada do seu mercado".

Ele alertou para a farsa da redução de tarifas. "A UE diminui as tarifas de importação, mas só que a principal forma de proteção hoje, que vem sendo adotado em boa parte do mundo, particularmente na Europa e EUA, não é a proteção tarifária, não é a barreira tarifária", denunciou Nilson. Continua, após o anúncio.

Desemprego

"Na verdade, com essa política de nos submetermos à União Europeia, nós estamos exportando empregos para fora, para a Alemanha, para a França. Isso tende a colocar boa parte dos empresários locais e os trabalhadores contra esse acordo. Por isso, apesar das dificuldades dentro do Congresso Nacional, temos que seguir lutando e podemos derrubar isso lá dentro", defendeu Nilson Araújo.

"Temos condições de montarmos uma ampla frente social com o empresariado, que vai ser prejudicado, e com os trabalhadores, que tendem a ser prejudicados também com o desemprego", avaliou o professor.

Fonte: Hora do Povo

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