Governo do PT é repudiado por entidade nacional da Educação após copiar reforma de Bolsonaro!

Educação | Para a CNTE, Wellington Dias contrariou seu próprio discurso político e a orientação do PT, que faz oposição ao governo federal. 

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Wellington Dias, governador do Piauí (PT). Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados.
Wellington Dias, governador do Piauí (PT). Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados.

BLOG DO POVO / O governador do Piauí Wellington Dias (PT-PI) está sendo fortemente repudiado por entidades representativas de trabalhadores de todo o País após copiar de forma piorada a reforma da Previdência do governo Bolsonaro. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação — CNTE — publicou Nota Pública hoje (13) onde também denuncia as práticas bolsonaristas do governador, que usou inclusive da truculência das forças policiais contra o funcionalismo para aprovar seu nefasto projeto. Leia, após o anúncio.

Nota da CNTE contra a aprovação da Reforma da Previdência no Piauí

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, entidade representativa de mais de 4,5 milhões de profissionais das escolas públicas de todo país, entre professores e funcionários da educação, ativos e aposentados, vem a público manifestar seu repúdio à aprovação da reforma previdenciária no Estado do Piauí.

A ausência de diálogo com os servidores públicos, a desnecessária urgência parlamentar imposta à tramitação da reforma e a violência dos aparatos policiais na tarde de ontem, na Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, quando o projeto foi aprovado por 20 votos a 4, expuseram o autoritarismo do Governo [petista de Wellington Dias) que se negou a negociar pontos que amenizassem os efeitos da Emenda Constitucional 103, do Governo Bolsonaro.

Contrariando seu discurso político e a orientação de seu Partido [PT] que faz oposição ao governo federal, o Governador Welington Dias preferiu instituir critérios para a Previdência do Estado que penalizam os servidores civis ativos e aposentados, excluindo as forças militares.

Por outro lado, a tramitação da PEC paralela no Congresso Nacional, voltada para os regimes próprios de Previdência de Estados e Municípios, comprova a falta de urgência para a reforma estadual. Até porque as alíquotas, única exigência da EC 103, com data para vigorar a partir de 1º de agosto de 2020, já haviam sido aprovadas pela Assembleia Legislativa do Piauí, também em ato precipitado. Aliás, a falta de escalonamento das alíquotas para o pessoal da ativa revela profunda injustiça com os servidores que ganham menos, a exemplo da educação.

A CNTE lamenta e repudia esse gesto antidemocrático e de iniquidade do Governo do Piauí, e espera que medidas futuras sejam tomadas para amenizar os efeitos perversos dessa votação urgente e desnecessária da reforma da Previdência estadual.

Brasília, 13 de dezembro
Diretoria Executiva

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