Pobres no Brasil terão escolas privadas precárias como na África, diz estudioso da Educação!

Educação | PEC abre portas para empresas que vão levar às regiões mais pobres escolas e pré-escolas privadas e de baixa qualidade.

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BLOG DO POVO | Em matéria publicada (14) no site Rede Brasil Atual (RDB), o cientista político Daniel Cara alerta que a PEC do Pacto Federativo proposta pelo governo Bolsonaro pode substituir escolas públicas em áreas carentes do Brasil por uma rede privada precária, como ocorre em países africanos como Quênia, Libéria, Nigéria e Uganda. Nesses lugares, estabelecimentos de ensino particulares e sem estrutura adequada cobram mensalidades de famílias pobres em troca de uma educação ruim. Cara é o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Continua, após o anúncio.

Diz a matéria do Rede Brasil Atual:

Daniel Cara. Foto: You Tube/Reprodução.
Daniel Cara. Foto: You Tube/Reprodução.

"Se [a PEC] passar, teremos escolas privadas de baixíssimo custo precárias, tal como ocorre na África", alerta Daniel Cara. Ele cita o exemplo da Bridge International Academie (BIA), uma rede de pré-escolas e escolas primárias — correspondente aos primeiros quatro anos do ensino fundamental — que, na propaganda, afirma oferecer "educação de qualidade e acessível para famílias e crianças desassistidas". Segundo a campanha, a Bridge, com origem nos Estados Unidos, dirige cerca de 500 escolas no Quênia, na Libéria, Nigéria e em Uganda, além da Índia. E pretende ter 10 milhões de estudantes até 2025.

A atuação da rede no Quênia, entretanto, é alvo de uma manifesto internacional em que 112 organizações de diversos países que atuam na defesa dos direitos humanos e do direito à educação, entre elas a Anistia Internacional e a própria Campanha, exigem que investidores deixem de apoiá-la. A BIA tentou silenciar o principal sindicato dos professores e seu secretário-geral, com uma petição para obter uma ordem de mordaça. E processou e ameaçou organizações críticas à sua atuação. Continua, após o anúncio.

Apesar da retórica de que ajuda crianças que de outra forma não poderiam frequentar a escola, as taxas cobradas são a principal barreira para a frequência de crianças, com custos inacessíveis aos mais pobres.

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