"Não tá dando pra aguentar nem até sexta, quanto mais ir aos domingos e feriados", diz professora!

Imagem ilustrativa feita com o aplicativo Canva.
Imagem ilustrativa feita com o aplicativo Canva.

Educação | Professora envia carta aberta onde faz duras críticas ao presidente e ao seu projeto de trabalho aos domingos.

COMPARTILHE!

BlOG DO POVO / A Medida Provisória do governo Bolsonaro que permite convocação para o trabalho até aos domingos e feriados desagradou em cheio a categoria dos professores. E com razão. A docência — em particular na educação básica — é uma das atividades mais desgastantes entre as profissões existentes. Tirar o descanso dos mestres certamente lhes trará mais estresse e doenças causadas pelo exercício excessivo da sala de aula. 

Desabafo

Via e-mail, uma educadora nos mandou um desabafo em forma de carta aberta onde faz uma dura crítica a Bolsonaro e a seus filhos mimados, e diz que "não tá dando pra aguentar nem até sexta, quanto mais ir aos domingos e feriados." Leia, após o anúncio.

Carta Aberta ao Presidente:

Que papelão, hein presidente! Logo o senhor e seus filhinhos mimados que nunca foram chegados a um trabalho duro agora querem nos obrigar a trabalhar até aos domingos e feriados. 

O senhor e sua filharada algum dia já tiveram carteira assinada em alguma empresa? Ou já deram pelo menos umas duas horas de expediente em algum órgão público de Estado ou município? Parece que não, né?

Como então o senhor quer nos obrigar a ir para a sala de aula sem descanso semanal? Olhe, não tá dando pra aguentar nem até sexta, quanto mais ir aos domingos e feriados. Esqueça essa ideia maldita!

Passar bem!

Fortaleza, 15 de novembro de 2019 

Janaína Santos

Após o anúncio, veja alguns pontos do projeto que autoriza convocação para a labuta aos domingos e feriados para todos os trabalhadores.

Programa Verde Amarelo, que também pode ser chamado de Semiescravidão - Principais pontos

Trabalho aos domingos e feriados: Todos podem ser convocados, inclusive professores e funcionários de call centers. Isto era proibido antes para 70 categorias.

Auxílio-doença: Valor cai drasticamente. Antes era 50% da média dos maiores salários de contribuição. Com reforma, poderá descer para até 30% da média de todos os salários, incluindo os menores.

Seguro-desemprego: Passará a ser taxado em 7,5% para compensar a dispensa de impostos aos grandes empresários.

Bancários: Ganham mais duas horas diárias de trabalho sem direito a pagamento de hora-extra. E terão ainda expediente também aos sábados.

FGTS: Vai para o espaço o adicional de 10% da multa rescisória sobre o FGTS pago pelas empresas em caso de demissão sem justa causa.

Fiscalização: Fiscais do Trabalho serão orientados a não fechar estabelecimentos por causa de irregularidades e a não aplicar multas em empresários. A ordem é fazer vista grossa para os patrões.

COMPARTILHE!

Acompanhe nossas redes sociais e receba atualizações sobre este e outros temas!

Mais recentes sobre Educação:

Mais recentes do site: