Reforma | No final, PSOL e PT ainda tentaram manter dois importantes direitos, mas governo impediu! Veja...

Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo no Congresso, e o presidente Bolsonaro. Foto: Paraíba Master.
Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo no Congresso, e o presidente Bolsonaro. Foto: Paraíba Master.

Governo usou força da grana e depenou os trabalhadores.

Categoria: ECONOMIA | Embalados nos R$ 3 bilhões liberados pelo presidente Jair Bolsonaro, deputados concluíram na noite de ontem (7) a votação do 2º turno da reforma da Previdência. Todos os ataques às aposentadorias, pensões e auxílios dos trabalhadores aprovados em julho, no 1º turno, foram mantidos. Continua, após o anúncio.

Na prática, a maioria do povo foi depenada pelos parlamentares. Governo e aliados comemoram e dizem que vão arrancar quase um trilhão do suor dos trabalhadores. A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) — líder do governo no Congresso — era uma das mais entusiasmadas após término da votação.

PSOL e PT ainda tentaram manter dois importantes direitos

Na reta final, a oposição ainda tentou manter direitos dos trabalhadores, através da votação de oito destaques. O PSOL atuou para tentar garantir o abono salarial do PIS/PASEP. E o PT, para que o cálculo da aposentadoria não fosse rebaixado. Mas os R$ 3 bilhões falaram mais alto e o governo ganhou todas. Veja:

  • Abono salarial do PIS/PASEP. O PSOL queria manter esse benefício para quem ganha em média até dois salários mínimos. Na votação, 345 deputados governistas disseram não e mantiveram a proposta de Bolsonaro de concessão ao abono somente para quem ganha até R$ 1.364,43, o que exclui milhões de trabalhadores do auxílio. Apenas 139 parlamentares votaram a favor dos trabalhadores. Continua, após o anúncio.
  • Cálculo do valor da aposentadoria. O PT propôs manter a fórmula atual, que considera apenas a média dos 80% das maiores contribuições. Maioria governista, no entanto, manteve proposta de Bolsonaro e cálculo se dará em cima de todas as contribuições, inclusive das mais baixas, o que diminuirá bastante o benefício.
  • Além disso, maioria bolsonarista comandada por Rodrigo Maia rejeitou também melhorias relativas ao trabalho intermitente, pensão por morte, BPC dentre outros.

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