Intercept | Lava Jato é uma operação criminosa, criada para perseguir Lula à margem das leis do país! Veja...

Líderes da força-tarefa já deveriam no mínimo terem sido afastados de suas funções no serviço público.

Categoria: MOROGATE | Cada vez que o site The Intercept Brasil lança novas mensagens trocadas por Deltan Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato, mais fica explícito que a força-tarefa de Curitiba é uma operação criminosa, criada para perseguir Lula — sua obsessão maior — à margem das leis do país. O último lote de diálogos divulgado hoje (18) mostra exatamente isso. Continua, após o anúncio.

Sem controle

Segundo o The Intercept,  "os procuradores da operação Lava Jato usaram o Telegram para obter informalmente dados sigilosos da Receita Federal — ou seja, sem nenhum controle da Justiça. 

Para tanto, diz também o site, Dallagnol e seus colegas em Curitiba recorreram em diversas ocasiões a um informante graduado dentro da Receita para levantar o sigilo fiscal de cidadãos sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra. Continua, após o anúncio.

O graduado no caso era o auditor fiscal Roberto Leonel, que chefiava a área de inteligência da Receita em Curitiba, onde trabalhava. Leonel é hoje presidente do Coaf e foi levado ao governo de Jair Bolsonaro por Sergio Moro.

Lula, a obsessão

Novas mensagens também confirmam que a maior a obsessão da Lava Jato era Lula. Dallagnol e Cia queriam condená-lo e prendê-lo de qualquer jeito. Diz o The Intercept:

"TRÊS DOS CASOS ENCONTRADOS nos diálogos envolvem a maior obsessão dos procuradores em todos os anos de conversas pelo Telegram, o nome mais citado entre todos: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em agosto de 2015, diante das notícias de que um sobrinho de Lula fizera negócios em Angola com ajuda do político e da Odebrecht, a primeira coisa que ocorreu ao procurador Roberson Pozzobon foi chamar Leonel. "Quero pedir via Leonel para não dar muito na cara, tipo pescador de pesque e pague rsrsrs", disse numa mensagem a Dallagnol no grupo Chat FT MPF Curitiba 2."Continua, após o anúncio.

"No ano seguinte, entre janeiro e março, a força-tarefa pediu a Leonel que levantasse informações sobre uma nora de Lula e sobre o caseiro do sítio de Atibaia, propriedade à época registrada em nome de Fernando Bittar e Jonas Leite, e que era frequentada pelo ex-presidente. O caso levou à sua segunda condenação."

Todos os procuradores da Lava Jato envolvidos em tais escândalos já deveriam no mínimo terem sido afastados de suas funções no serviço público. O mesmo vale para Sérgio Moro que, na prática, era o comandante de Dallagnol e Cia.

Mais recentes: