Bolsonaro, deixe de maluquice! Celular desconcentra os alunos! Veja...

Aluno agora é cinegrafista-investigador?

Categoria: Educação | Por *Landim Neto. Ao estimular alunos a usar aleatoriamente celulares em sala de aula — sobretudo na Educação Básica — o presidente Bolsonaro e seu ministro Abraham Weintraub  prestam um grave desserviço à aprendizagem dos próprios estudantes.

Qualquer professor — de 'esquerda' ou 'direita' — sabe que a garotada não se concentra no que está sendo explicado se estiver com um aparelho à mão, seja simplesmente 'navegando' ou agora na função de cinegrafista-investigador, como querem as autoridades do governo.

Uso de aparelhos celulares na hora das aulas só é recomendável se for para alguma atividade pedagógica devidamente pensada pelo professor e núcleo de planejamento das escolas. Fora disso, é pura irresponsabilidade e um elemento a mais para tumultuar o ambiente escolar, prejudicar os alunos e fazer caça às bruxas em relação aos professores. Continua, após o anúncio.

Na verdade, tal proposta do Planalto visa também na prática implodir ainda mais as escolas públicas, onde os mestres e direções de estabelecimentos de ensino têm enormes dificuldades para impedir que os discentes usem seus celulares em horário de trabalho. 

Nas particulares — sobretudo nas de ponta — os próprios pais se encarregam de proibir os filhos de usar esses aparelhos, pois sabem que isto lhes é prejudicial, pelas razões óbvias apontadas no segundo e terceiro parágrafos deste artigo. 

Além de criminosa — pois a lei proíbe que um professor seja filmado sem seu consentimento — a medida é portanto muito nociva ao alunado e não tem apoio de especialistas sérios em educação, seja de que ideologia for. É mesmo só uma ideia de jerico e coisa de maluco.

*Landim Neto é editor do Gazeta do Povão

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